domingo, 23 de março de 2014

ARREPENDIMENTO

ARREPENDIMENTO

I
NÃO QUIS OUVIR NINGUÉM E CAIU NO POÇO!
MAS QUE MAL TEREI EU FEITO NA MINHA VIDA?
PERGUNTOU BEM ALTO, MAS NÃO FOI OUVIDA,
DE REPENTE! A SUA VIDA FICA NUM ALVOROÇO.
II
JULGANDO-SE ABANDONADA, DE SUA CASA SAIU,
DEPOIS, COM FRIO E DEBAIXO DE CHUVA DORMIU.
 NUMA CASA, SEM TELHADO, ENCONTROU UM ABRIGO,
E NELE ARRUMOU AS COISAS QUE CONSIGO LEVAVA,
ALGUÉM! DE MANHÃ CEDO, JÁ O GALO CANTAVA,
LHE DIZ! FILHA QUERIDA SAI DAÍ E VEM COMIGO!
TODA A GENTE DA ALDEIA, NO MONTE, TE PROCURAVA,
ESTA CASA PODE RUIR! FILHA MINHA CORRES PERIGO.
III
A FILHA OLHA PARA A MÃE! COM OS OLHOS A CHORAR
E, COM SINAIS DE ARREPENDIMENTO, DISSE ISTO:
NADA DISTO VOLTA A ACONTECER, JURO-LHE POR CRISTO,
CONFIE EM MIM, PROMETO QUE ME VOU EMENDAR.
IV
DALI SAÍRAM ABRAÇADAS, PARA O CANTINHO DO SEU LAR,
A NOITE JÁ ESTAVA ESCURA E, SEM NINGUÉM SE APERCEBER,
SEU PAI E IRMÃOS VIERAM A CORRER PRÁ FUGITIVA ABRAÇAR.

Espero que gostem e comentem
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Imagem do álbum do Autor e de Google
abibliotecaviva.blogspot.pt
23-03-2014