quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PARA MEDITAÇÃO E REFLEXÃO

Para meditação e Reflexão.
Numa das minhas idas recentes a um hipermercado, na secção de vinhos do mesmo, ao ler o rótulo de uma garrafa exposta que acabei por adquirir verifico o texto inserto a seguir:
Rovisco Pais
Grande lavrador alentejano e industrial de cerveja, nasceu na Casa Branca a 16 de Outubro de 1862, José Rovisco Pais destacou-se na vida nacional pela sua imensa generosidade a favor de instituições de proteção de saúde. Avesso a publicidade ou a honrarias, as suas múltiplas benemerências foram praticadas em segredo e só depois da morte se conheceu o seu autor. Elas foram porém tais e de tão grande vulto que permitiram concluir as obras da Maternidade Alfredo da Costa, da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal e a criação da Leprosaria Rovisco Pais, na Tocha, hoje Centro de Medicina de Reabilitação. Em testamento doou aos Hospitais Civis de Lisboa, do Estado Português, as suas herdades de Pegões, um latifúndio de 7.000 hectares. Nestes terrenos foi implantado nos anos 50 o maior projeto d colonização interna realizado em Portugal, que permitiu a fixação de 205 famílias em casais agrícolas levando a plantação de 830 hectares de vinha. Em 1958 constitui-se a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, destinada a laborar na sua adega a produção dos novos vinhedos».

 Confesso que fiquei com interesse em saber mais sobre este Homem - onde foi sepultado, data da sua morte etc, pelo que consultei, como faço habitualmente nestes casos, a minha enciclopédia e a do Google sem obter quaisquer elementos que me pudessem ajudar a atingir este meu desiderato, salvo que Casa Branca pertence à freguesia do Escoural, concelho de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora.
Ora até aqui tudo bem, melhor, tudo mal, porque embora este Homem tivesse sido, em vida, «avesso a publicidade ou a honrarias» pelo descrito anteriormente, não tinha também no seu ADN o complexo de notoriedade como tinha Heróstrato que incendiou o templo de Artemis, em Éfeso, hoje Turquia, para ter, mais tarde, o nome nos jornais e livros de leitura da primeira classe.
 A minha pesquisa levou-me a consultar as 33 imagens da Torre de Belém, recentemente publicadas na imprensa, mas o nome do nosso Homem também lá não consta (risos). Alguém me pode ajudar?

Li, recentemente na imprensa, que a Assembleia da República pretende criar o título de Honorário a cerca de 150 ex-Deputados, ainda vivos, pelos serviços prestados na AR, pelo que pergunto: Este Homem não deveria ser homenageado por aquilo que deixou à Nação?

Espero, caros leitores, que meditem e comentem.

                                                                      Publicado por:
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                                                                        18-02-21016