segunda-feira, 28 de abril de 2014

POUCO ACIMA DAQUELA ALVÍSSIMA COLUNA

POUCO ACIMA DAQUELA ALVÍSSIMA COLUNA !

«Polímnia, a musa da poesia lírica (estátua romana do séc. II, mármore, Museu Pio-Clementino, Vaticano»

POESIA

POUCO ACIMA DAQUELA ALVÍSSIMA COLUNA
QUE É O SEU PESCOÇO, A BOCA É-LHE UMA TAÇA TAL
QUE, VENDO-A OU VENDO-A, SEM QUE, NA REALIDADE, A VER,
DE BEIJOS --- UNS, SUBTIS, EM DIÁFANO CRISTAL
LAPIDADOS NA OFICINA DO SEU SER;
OUTROS --- HÓSTIAS IDEAIS DOS MEUS ANSEIOS,
E TODOS CHEIOS, TODOS CHEIOS
DO MEU INFINITO AMOR…
TAÇA
QUE ENCERRA
POR
SUA SUMA GRAÇA
TUDO O QUE A TERRA
DE BOM
PRODUZ!
BOCA!
O DOM
POSSUIS DE PORES
LOUCA
A MINHA BOCA!
TAÇA
DE ASTROS E FLORES,
NA QUAL
ESVOAÇA
MEU IDEAL!
TAÇA CUJA EMBRIAGUEZ
NA VIA LÁCTEA DO SONHO AO CÉU CONDUZ!
QUE ME ENLOUQUEÇAS MAIS … E, A MAIS E MAIS ME DÊS
O TEU DELÍRIO… A TUA CHAMA … A TUA LUZ …

Fonte: Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (1888-1915). Livros RTP, Antologia da Poesia Brasileira, página nº 95.

Espero que gostem...

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28-04-2014