sábado, 19 de abril de 2014

ORIGEM DE SANTARÉM

ORIGEM DE SANTARÉM

Ulisses

 Estava  eu   pensando no 25 de Abril de 1974, quando, na altura estava a prestar serviço no BES e  estava hospedado no Hotel Abidis, em Santarém  o que  a história dizia , em relação a este nome «Abidis» e á cidade,  pelo que fui consultar   a  Wikipédia Livre , via Google  e, ao fazê-lo, lá me deparei com esta pérola:

 « Abidis é uma divindade da mitologia dos celtiberos* e o nome de um rei mitológico relacionado com a cidade portuguesa de Santarém.

Durante a sua Odisseia, Ulisses de Ítaca teria passado por terras Lusitanas, onde se apaixonou por Calipso, filha do celtibero Gorgoris, rei dos Cunetas*1 . Dessa relação teria nascido Abidis, que o avô teria mandado abandonar e, sendo colocado numa cesta, foi atirado ao rio Tejo.

A cesta subiu o rio contra a corrente e foi recolhida por uma loba ou uma cerva na praia de Santarém, que alimentou e protegeu o príncipe Abidis. Após algumas peripécias, Abidis  acabou por ser reconhecido pela mãe Calipso, que o tornou o legítimo herdeiro do trono, e escolhendo o sítio de Santarém para capital do reino, ao qual deu o nome de Esca Abidis (o manjar de Abidis), que teria derivado em linguagem corrente para Scalabis.

No tempo do domínio romano, Santarém teve o nome de Scalabicastrum, e essa origem permanece na designação dos habitantes, conhecidos por Escalabitanos.»


Santarém

Esta narrativa  vem a propósito de, na noite de 24 para  25 de Abril de 1974 quando o Capitão Salgueiro Maia  se deslocava para o Largo do Carmo  com os seus tanques e tropas, dando início à Revolução dos Cravos, de eu estar hospedado no Hotel Abidis  e , de manhã, após ter tomado o pequeno almoço, muito embora  tivesse sido apelado na rádio para as pessoas   permanecerem em casa, desloquei-me para Sintra no meu carocha, que ainda hoje está na minha na minha garagem, perdão dele,  em estado de concurso, coberto com um resguardo de plástico por causa do pó ( Risos).



Durante a deslocação ouvi na rádio que os soldados, com os cravos nas espingardas, bem como os tanques comandados pelo Capitão Salgueiro Maia, já se encontravam no Largo do Carmo, em Lisboa, tendo ficado com a impressão que todas as viaturas tinham ficado estacionadas na garagens.

As  estradas  estavam completamente  livres,  quase  não  vi  nenhuma viatura  no caminho até chegar a casa, deveriam ser dez horas da manhã e, quanto a pessoas! Não se via viva alma na rua.

O ruído do tráfego citadino e das pessoas tinha desaparecido! E, todo aquele silêncio, associado ao ambiente bucólico da viagem, rodopiava nos meus sentidos que, ainda hoje, não consigo descrever por palavras o que na altura senti. Foi emocionante. Depois, a alegria reconfortante que senti ao chegar a casa e encontrar a minha esposa e filha bem mas senti que,  naturalmente ,  estavam apreensivas.

As pessoas que, depois iam saindo à rua, via-se nelas uma alegria enorme e contagiante nos seus rostos . Depois, lembro-me, porque participámos eu e a minha família, no primeiro 1º de Maio de 1974 da multidão humana que subiu a Alameda Afonso Henriques, em direção ao Estádio 1º de Maio, em que todos se abraçavam, festejando em conjunto a «Liberdade.» Mas depois, ao aparecerem os partidos essa união foi-se desagregando e hoje, infelizmente, chegámos à situação de desânimo em que a maioria do Povo se encontra.

Primeiro 1º de Maio 1974.

Não foi com esta intenção que os Heróicos Capitães de Abril fizeram a revolução, o próprio Capitão Salgueiro Maia, numa fase da sua vida, apercebeu-se e deixou esta mensagem lapidar:

« Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo, preocupem-se com aqueles que querem sepultar o que ajudei a  construir».

Cito o pensamento de Marco Aurélio, filósofo e Imperador Romano, 121-180 d.C., só publicado em Zurique, em 1559
 ,
«Depressa te esquecerás de tudo; depressa todos te esquecerão».

Em relação ao Capitão Salgueiro Maia, a primeira mensagem já aconteceu, Paz à sua ama, e a segunda, infelizmente está a acontecer. Em relação ao Povo hoje tem mais Liberdade, mas vê-se já  a fome a alastrar  e a tristeza estampada nos seus rostos, principalmente na juventude que vê sem futuro  e nos reformados e pensionistas que ajudaram a edificar este País, vêem-se, também,  agora tratados como objetos descartáveis e sem confiança no futuro para a sua velhice para a qual tanto trabalharam. Ver minhas postagens  sobre : «Sobrevivência» e Fontes de Sobrevivência, publicadas no meu Blogue.

Termino com uma parábola verdadeira  para reflexão : «Em qualquer pomar, a   fruta só provém dos ramos velhos, os ramos novos, só mais tarde, após serem  podados,  é  que adquirem a maturidade suficiente para dar o seu contributo no pomar mas, como não há regra sem «senão», lá aparecem os kiwis, originários da China e dos seus climas «frios» que só dão frutos nos ramos novos!» Pois estes frutinhos, de cor castanha amarelada, até  estão protegidos com um pêlo que, se os insetos  os procurarem, são logo repelidos, por isso, o dono do pomar não precisa de os curar,  porque vivem num mundo à   parte dentro do seu  pomar!

 Vá lá a gente perceber os homens e  a natureza !

* Nunca tinha ouvido falar de mitologia do tempo dos Celtiberos; *1 nem que tivesse existido um reino com este nome, mas, para mim, gostei de efetuar  a pesquisa que agora se publica.

Espero, caros leitores, que  também gostem e comentem.
Mais uma vez, um Bem-Haja e uma Santa Páscoa para todos.

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abibliotecaviva.blogspot.pt
19-04-2014